Um lavrador português saiu de manhã cedo a semear no seu campo, perto do Douro.
Algumas sementes caíram no caminho duro, e os pássaros levaram-nas logo.
Outras caíram entre pedras: nasceram depressa, mas o sol queimou-as porque não tinham raiz.
Outras caíram entre espinhos, e os espinhos sufocaram-nas antes de darem fruto.
Mas algumas caíram em terra boa, e deram trigo a cento por um. O lavrador sorriu: valeu a pena semear tudo.
