Era um domingo de inverno em Guimarães. A chuva batia nas janelas e a casa cheirava a sopa de couve.
O Avô Manuel chegou da padaria com um pão grande, ainda quente, e pousou-o no meio da mesa.
«Hoje somos muitos e o pão é só um», disse a Mãe, preocupada. O Avô sorriu: «O que se reparte, multiplica-se.»
Partiu o pão em pedaços pequenos e deu o primeiro à neta mais nova. Depois, cada um partiu o seu e ofereceu metade ao vizinho do lado.
No fim, ninguém ficou com fome. E o Avô, baixinho, agradeceu a Deus pelo pão de cada dia.
